capitulo 13

    Capítulo 13 

De manhã acordo no susto achando que eu estou atrasada, pego meu celular e vejo que ainda são 5:30 da manhã resolvo levantar e me arrumar, vejo o ursinho que o smilling me deu ele é muito bonitinho , “será que tudo aquilo que eu li era verdade” pensei -  passo a mão por baixo do meu travesseiro e sinto o livro , resolvi levar ele comigo pra ler no intervalo, tomo um banho relaxante e enquanto estou na banheira relaxando ouço o smilling andar pela casa ele anda muito rápido até que de repente ele pára de andar  

* toc toc *

Eduarda:....

smilling: está tudo bem querida ? - ele diz preocupado

eduarda: sim, eu to tomando banho - eu falo corada 

smilling: ata entendi

depois de 10 minutos de skincare e banho relaxante eu visto minha roupa e me troco, ao sair do banheiro vou em direção a cozinha onde smilling esta fazendo panquecas  que não estavam dando muito certo ele parecia triste 


eduarda: smilling? ta tudo bem com voce?


smilling: não.. minhas panquecas deram errado 


eduarda: deixa eu ver…*provando a massa* 


smilling: *olhando com expectativa* 


eduarda: hm…está meio cru mas o gosto esta ótimo ! - eu falo sorrindo



smilling: se esta bom porque não esta dando certo a massa ? - ele fala triste 


eduarda: hm….voce colocou ovo?


smilling: ovo? não, porque tem que colocar ?


eduarda: sim o ovo da consistência a massa 


smilling: ok…vou tentar 


eduarda:  ok eu vou esperar 

Smilling faz outra massa só que dessa vez com ovo e coloca na frigideira com expectativa,depois de alguns minutos a panqueca solta da frigideira sem nenhum esforço 


smilling: aeee funcionou - ele comemora me abraçando   

eduarda: *sendo esmagada pelos braços do smilling* que bom que você está feliz amor

smilling: eu te amo amorzinho *esmagando eduarda*

eduarda: *sem ar* …q-que bom 

smilling: *soltando eduarda* que foi você parece vermelha 


eduarda: né nada não, tô de boa *meia zonza*

smiling: ok, vou fazer mais panquecas pra você


Smiling ficou tão feliz que fez panquecas pra mim levar pro almoço da facul, após guardar as panquecas, smiling me leva pra faculdade ,ao chegar vou até minha mesa e começo a ler as páginas do livro de psiquiatria: Psicopatologia - Uma Abordagem Integrada.


No capítulo 1 deste livro fala sobre: o comportamento atípico no contexto histórico, se referindo a dificuldade de dizer que algum indivíduo tem um comportamento atípico pois existem comṕortamentos que consideramos ruins que em outro país é totalmente aceitável e normal, para dar um exemplo melhor vamos dizer que uma criança nos tempos atuais ao invés da mãe dar um celular pra ela ela dar de presente um livro isso é um jeito de educar a criança em seu anos iniciais e ensinar a praticar a leitura e a imaginação, quando a mesma criança mostra para os amigos que ao invés de um celular ela ganhou um livro um dos amigos que teve uma criação diferente ganhando um celular ao invés de um livro vai achar um absurdo, é assim funciona comportamento atípico no contexto histórico.


Depois de ler todo o capítulo e montar resumos com exemplos,o sinal tocou do primeiro intervalo eu me sento no meio do campus embaixo de uma árvore e pego o livro que eu estava lendo na noite passada sobre tulpas.


capítulo 4

O 2º mundo dos tulpas 

Os tulpas não são só criações mentais eles também pode ser classificados como humanos reais, pois, ao ser criados e chegarem a consciência própria eles possuem o poder de se separar de seu criadores e ter atitudes próprias, ao longo dos anos os tulpas foram estudados e nos capítulos a seguir mostraremos como você deve tratar seu tulpa


capítulos 5 


Como matar um tulpa…


a morte de um tulpa pode ser um grande estrago na vida de seu criador pois como dito anteriormente o tulpa pode desenvolver personalidade própria com total controle, se ele descobrir com seus pensamentos que você quer matar ele ele pudesse virar contra você e te matar primeiro, por isso não é recomendado fazer isso.



eduarda: meu deus o livro é bem explicativo sobre essas questões - falo chocada


alan(professor) : vejo que minha aluna possui um belo livro nas mão


eduarda: olá professor Alan boa tarde  


alan(professor): olá o que está lendo? - ele fala curioso

eduarda: um livro sobre tulpas 


alan(professor): ata entendi, bom eu vim entregar sua prova da matéria de neuroanatomia


Eduarda: será que eu tirei uma nota boa?


Alan(professor): não sei veja por você mesmo 


eduarda: *olhando a prova* uau eu tirei 10! que felicidade 


Alan(professor): sim e você foi a única que tirou 10 parabéns


eduarda: que legal


Alan(professor):bom agora eu vou indo pois tenho que acabar de fazer uns relatórios, tchau até


eduarda: tchau - eu falo olhando para minha prova orgulhosa de meu sucesso 


mais tarde na hora da saída eu recebo uma mensagem de Daniel me chamando para almoçar em uma cafeteria próxima , então eu me dirijo a cafeteria 



eduarda: *abrindo a porta* oi daniel 


daniel: oiiii senta aqui comigo


eduarda: *sentando* como você está?, já pediu a comida


daniel: sim já pedi


eduarda: ok, mas…porque você me chamou aqui 


Daniel: vou ser direto, onde você conheceu o smilling? - ele diz olhando seriamente em maus olhos


eduarda: bem eu não conheci ele na verdade ele é meu tulpa 


daniel: oq- você tem um tulpa? 


Eduarda: sim eu criei ele porque..



Retrospectiva


quando eu tinha 4 anos minha mãe se casou com um homem chamado roberto ele era rico e amava muito ela, ele dava tudo o que ela queria sapatos caros,spa, unhas e cabelo feitos ele mostrava todo seu amor preferindo estar sempre ao lado dela pra tudo mas minha mãe não gostava dele igualmente e quando ela engravidou de mim ela me maltrata e me rejeitava até que um dia meu pai viu ela me maltratando e abandonou ela. ela me culpou por isso e dizia que eu era a culpa do meu pai ter abandonado ela mesmo sem eu ter feito nada 

então eu me culpei por tudo e desistir de ser psiquiatra e virei criadora de conteúdo para poder sustentar minha mãe e a casa e a cada dia mais eu me sentia pressionada por não conseguir mais dinheiro ate que um dia eu vi na internet sobre uma crença da cultura budista falando sobre tulpas e então eu criei o Smilling.


smilling foi meu primeiro amigo pois ele me ouvia e entendia sobre meu sofrimento ele não era vitima do meu falso sorriso e sempre me ajudava quando eu queria me automutilar ou me matar ou me protegendo dos haters ou do bullying na escola o que me fazia feliz, o pedro meu primeiro amigo foi pra ele a quem contei sobre essa loucura de tulpa e ele não acreditava ate ter um sonho aonde smilling e ele se encontravam e smilling conversava com ele sobre ele esperar que pedro fosse um bom amigo. Eu fiz 18 anos e minha mãe queria me expulsar de casa mas como eu sustentava ela ela não fez eu queria sair da casa da minha mãe mas tinha medo de morar sozinha ate que naquele dia no início do ano quando vocês me encontraram em quase hikikomori em casa é toda cortada e eu contei sobre tudo pra vocês eu logo após chegar em casa contei pro smiling o que tinha acontecido que selou nossa conexão eternamente e virou real eu me senti bem em morar sozinha e como eu já conhecia o smilling a muito tempo pedi ele em namoro.


daniel: *com os olhos cheios de lágrimas* e-e-eu não sabia que você tinha passado por tudo isso


eduarda: relaxa a vida é assim cruel com quem tenta ser alguém e fácil com quem nunca tenta 


daniel: porque não ficou com o pedro? 


pessoas são falhas um tulpa tem a menor possibilidade de me abandonar por qualquer coisa e também do jeito que o pedro é bem diferente do meu então eu preferi ficar com o que eu já tenho o smilling 


daniel: entendo..desculpa - ele fala enxugando as lágrimas - e-e-eu não queria chorar perdão


eduarda: tudo bem 


daniel: eu…nem sei o que dizer Kōuno (boa sorte)


eduarda: obrigado


daniel: o smilling parece uma boa pessoa para ser seu marido mais pelo fato de vocês começarem a namorar agora talvez seja melhor você deixar ele te pedir em namoro não você pedir


Eduarda:porque? 


daniel: ele pode ter pensado em fazer isso no aniversário dele também 

e outra você não sabe se ele gosta de você igual mente ele parece ser ciumento - daniel diz se aproximando perto de meu rosto e falando baixo quase cochichando


eduarda: se ele for ciumento está bom tem menos chances dele me abandonar - eu falo olhando para minhas mão que estavam fechadas em cima de meu colo - bem eu tenho que ir 


me levanto e saio sem olhar pra trás pensando em tudo que vivi com smilling e como eu tenho medo dele me abandonar porque mesmo que eu seja inteligente não superaria uma  perda dessa logo atrás de mim daniel tentava me chamar em vão sua voz eram abafadas pelos meus pensamentos,  quando cruzei a porta de saída passei por pedro que parou pra me dar oi mas eu o - ignorei partindo pra casa 


peguei um uber e fui pra casa mal percebi que tinha chegado em casa, paguei o uber tirei minha chave da bolsa e entrei em casa me tranquei no quarto como se tudo tivesse desabado sobre mim denovo…..a mesma sensação de quando descobri que pra minha mãe eu era só..uma fonte de dinheiro.uma máquina.aquela dor no peito de quando eu era pequena tinha acabado de voltar às memórias rodeavam minha mente de quando sofri bullying,de quando minha mãe me bateu pela primeira vez, de quando minha melhor amiga brigou comigo e nunca me perdoou , tudo isso rodeava minha mente em uma grande confusão como um grande furacão.Meu celular tocava e o nome do pedro aparecia na tela, e eu ouvi smiling abrindo a porta de entrada e com passos rápidos colocando as sacolas na bancada da cozinha


smiling: eduarda? - ele dizia preocupado - amorzinho? - ele diz abrindo a porta do meu quarto 


Eduarda: SAI DAQUI! - eu jogo um travesseiro em direção ao smiling 


smiling: *pega o travesseiro* e-eu fiz algo de errado? 


eduarda: não -  eu falo triste ainda com a cara enterrada no travesseiro com vergonha dele me ver do jeito que eu estava


smiling: hmm…o que aconteceu ? você não parece muito..bem - ele diz puxando uma cadeira  e se sentando ao pé da minha cama 


eduarda: eu estou com um problema um GRANDE problema - eu falo com voz de choro 


smiling: me diga o qual o problema você está enfrentando? - ele me pergunta 


eduarda: eu não posso…- sento me na cama e olho pra ele - eu tenho uma decisão muito importante pra tomar e não sei como posso escolher a certa


smiling: bom..sinto muito lhe dizer mas não existe escolha certa, pois o que você achar certo que é o certo, se você parar pra perceber as escolhas todas elas geram coisas que podem ou não ser negativas depende se você vai se aventurar ou não - ele diz sorrindo enquanto me olha por trás da máscara provavelmente sorrindo 


eduarda: sério? - eu falo enxugando as lágrimas e sorrindo pois já tomei minha decisão 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

capitulo3: conhecendo meus amigos

capitulo1: bullying

capítulo 11